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Não leve o seu cão à praia!!! Seja responsável.


Com a aproximação da época balnear, é bom lembrar alguns erros permanentemente cometidos e explicar porque são ERROS.
Se é tão divertido para os humanos, porque não seria para os animais também? Afinal de contas, a praia é um dos melhores locais que há para se divertir.
Infelizmente, existem uma série de doenças humanas desagradáveis que são transmitidas pelos cães, independente de serem vacinados, desculpa comum que os donos usam para justificar a presença do cão na praia.
É importante que os proprietários compreendam o porquê de não poderem levar um cão à praia.
E é essa a nossa proposta aqui. Passar às pessoas mais informações para que a questão seja entendida correctamente.
É claro que o cão adora ir à praia, e não é culpa dele os males e inconvenientes que pode causar, e também nem sempre do dono.
Além de transmitir doenças, há outros motivos para não os levar à praia:
- Os cães podem assustar aqueles que não gostam de animais (vale lembrar que estas pessoas estão no seu direito de não gostar de animais);
- Podem assustar também crianças que ainda não estão acostumadas ao contacto com animais;- Podem ferir, e gravemente, caso o animal, por algum motivo, se torne agressivo (vale lembrar que independente de treinados ou não, os cães mantêm os seus instintos de defesa própria e de território, e que quando se sentirem ameaçados muito provavelmente irão apresentar algum comportamento de defesa, que pode culminar em um ataque);
- Também pelo aspecto da própria saúde do animal, às vezes apresentando problemas pelo excesso de calor, ingestão de restos de peixes e crustáceos,
areia ou água salgada.

Vamos falar aqui somente sobre a questão das zoonoses (doenças transmitidas aos homens pelos animais).
No início deste artigo dissemos que os cães transmitem doenças, independente de estarem ou não vacinados.
Um cão não vacinado pode contrair e transmitir ao homem a raiva, doença fatal, provocada por um vírus transmitido pela saliva do animal, que ataca o sistema nervoso.
A leptospirose também pode ser contraída e transmitida por animais não vacinados. Portanto esse não é o maior problema quanto à presença dos cães na praia, uma vez que, em geral, os animais que possuem donos são vacinados.
O problema de cães na praia está directamente relacionado aos parasitas que estes podem transportar no intestino e no pêlo, que não dependem de vacinação e só podem ser amenizados pelo exame frequente de fezes, vermifugação (se necessário) e higiene animal.
Poucos donos têm cães educados a ponto de não fazerem as suas necessidades fora de casa, em geral é o contrário. Assim, cabe ao seu dono estar atento ao cão para que ao vê-lo fazer as suas necessidades, as recolher e depositar em local adequado, o que sabemos nem sempre ocorre.
Nas fezes de um cão podemos encontrar milhares de microorganismos diferentes, porém falaremos de 3, que são responsáveis pelo desenvolvimento das principais zoonoses nos seres humanos. São elas:
- LARVA MIGRANS CUTÂNEA: Responsável pela dermatite mais conhecida pelo nome de "bicho geográfico", provocada por um pequeno verme do género Ancylostoma, parasita normal do intestino de cães e gatos (que nem sempre desenvolvem algum tipo de sintoma por o portarem). Essa larva é transmitida através das fezes desses animais. Juntamente com essas fezes são eliminados ovos que após alguns dias, eclodem libertando as larvas. Estas larvas são muito resistentes às acções do meio ambiente tais como calor, frio, humidade, seca e podem permanecer no ambiente até cerca de um ano.
Essas larvas penetram na pele e começam a "cavar" túneis tentando alcançar o pulmão para tentar completar o seu ciclo reprodutivo. Ao "cavar" esses túneis, provoca erosões e pequenas elevações na pele em formato ondulante com muito prurido (comichão) e que se complicam frequentemente com infecções secundárias. Conforme avança deixa para trás um túnel, que com o passar do tempo desinflama e depois desaparece.
Se não eliminada, essa larva pode atingir os pulmões levando a um quadro mais grave da doença.
Essas larvas podem ser encontradas em todos os locais onde os cães defecam, não somente nas praias.
- HIDATIDOSE: doença provocada por um cestóide do género Echinoccocus, transmitido pelas fezes de cães contaminados. A doença é semelhante a cisticercose, porém o cisto hidático aloja-se, em 74,5% dos casos, no fígado e pode atingir o tamanho de uma laranja. O rompimento deste cisto geralmente leva à morte. O cisto também se pode instalar nos pulmões, músculos, baço, rim ou cérebro.
Formas benignas: Na maioria dos casos, a instalação do cisto e o seu desenvolvimento são silenciosos, podendo os portadores passar a vida sem saber que são doentes. Quando a doença se manifesta é geralmente através de um tumor, cerca de 10 a 15 anos após a infecção.
Formas complicadas: Alternadas de manifestações ora discretas, ora não, como reacções alérgicas, crises de urticária, rompimento do cisto (gerando náuseas, vómitos, manifestações nervosas, crises convulsivas...), acidentes respiratórios.
A transmissão dá-se através do contacto oral com os ovos presentes nas fezes dos animais contaminados e também o seu pêlo, ou no pêlo de animais não
contaminados que porém tiveram contacto com indivíduos contaminados (para quem não se lembra: É hábito dos cães cheirarem-se uns aos outros, principalmente a região anal, além de lamberem a própria, para se higienizar).
- LEPTOSPIROSE: Esta doença, geralmente transmitida por ratos, também pode ser transmitida ao homem pela urina de cães (não vacinados) contaminados. O período de incubação é de 5 -18 dias. Na primeira semana a pessoa sente febre, cefaleia, mal-estar e prostração, dores difusas, principalmente na barriga das pernas, conjuntivas congestionadas, às vezes difusões hemorrágicas. Animais vacinados contra leptospirose não correm o risco de serem contaminados com a leptospira e transmitirem a doença ao homem.
É importante entender que mesmo que o proprietário procure dar a melhor assistência veterinária à saúde do animal, vacinando-o e fazendo exames de fezes (além de o lavar regularmente), só não oferecerá nenhum risco à saúde humana se também não tiver contacto com nenhum outro cão contaminado e nem mesmo contacto com locais onde outros cães contaminados tenham passado ou defecado e possam ter "deixado" ovos prontos para infectar outro cão, ou ser humano.
Ou seja, é impossível garantir que o seu cãozinho de estimação não oferece risco algum à saúde pública. Além do que a praia também é uma grande fonte de infecções para ele.

SEJA CONSCIENTE, NÃO SEJA EGOÍSTA,
NÃO LEVE O SEU CÃO À PRAIA!!!

Artigo elaborado por: Luciana Meyer Frazão, Bióloga, CRB-35720/01-D

As informações foram retiradas do livro "Bases da Parasitologia Médica", de Luis Rey, 1992; e do
seguinte site: www.saudeanimal.com.br


Este post não tem "direitos de autor", se tiver um site ou blogue, copie este post e divulgue esta mensagem. Há muitas pessoas a sofrer com doenças provocadas por energúmenos que não querem saber dos avisos que estão nas praias e teimam em levar os seus cães para estes espaços em que além de ser proíbido e punível por a lei portuguesa, tem os resultados que o texto e as imagens documentam.

Obrigado
Depois ainda temos os que se dizem amigos dos animais aqui e se esquecem da saúde das pessoas e dos próprios animais, o único problema para eles são as multas.





Quem se irrita com as críticas está a reconhecer que as merece. (Tácito)

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